03 setembro 2006
Noite de velas acesas no parapeito. Noite de solidão. Noite dos pensamentos incontroláveis e soltos! Vou renascer... como as chamas das velas espalhadas ao vento... Quero sentir-me assim... leve, em contacto com o céu altíssimo, com os astros e com arcanjos.
Estrela da Manhã
As estrelas são suicídas!!!
Quero matar o dia de hoje...
Morrer nele e nascer ao amanhecer.
Quero matar o dia de hoje...
Morrer nele e nascer ao amanhecer.
UtOpiA
Deixa-me estar ao luar
Deixa-me estar ao luar
Perto de tudo o que eu criei
Tudo o que eu encontrei
Numa ilha secreta
Onde... raramente
Eu fico só...
Na minha utopia
De brilhos cristalinos
E sons que as fadas criam
Voam libélulas e borboletas,
E em vez de chuva
Caiem estrelas.
O céu perpetua um arco-írisPerManEnTe!!!
As lágrimas salgadas
Caiem como doces cascatas
Criando lagos...Diferentes!
A magia é tão constante
Vê-se a ALEGRIA pairar.
Um toque...E é tudo outra vez!
O beijo eterno
Doce, apetitoso, guloso,
Meigo, apaixonado, terno...
Sobe alto no ar,
Embora profundo como o mar!
Da música das fadas
Solta-se a adrenalina
E nascem asas-cócegas
Para fazer rir!
No meu sonho encantado
Calço as pétalas das rosas
E caminho por nuvens coloridas
Que flutuam rasteirinho.
Há um trilho cor-de-laranja
Que chama, chama por mim
O que é belo...
Surge um novo caminho
Vai dar ao mel cinzento
Ou será amarelo?
Talvez verde...
Sinto aquilo que nunca senti...
Comi a cereja... que doce
Subi, subi, subi, subi!!!
E não encontrei nada...
Desci um pouquinho
E o trilho cor-de-laranja chamava por mim!
Caiu um côco...uma banana...
...uma manga
...abacaxi!
Lá estava eu...
As cores
As borboletas e as libélulas.
A magia...
Vinham atrás de mim.
Sorri alegremente
A porta abriu-se e eu saí
Saí e caí...
Na minha almofada
Azul, do ursinho amarelo
Era a fantasia
Chhh... adormeci...
Deixa-me estar ao luar
Perto de tudo o que eu criei
Tudo o que eu encontrei
Numa ilha secreta
Onde... raramente
Eu fico só...
Na minha utopia
De brilhos cristalinos
E sons que as fadas criam
Voam libélulas e borboletas,
E em vez de chuva
Caiem estrelas.
O céu perpetua um arco-írisPerManEnTe!!!
As lágrimas salgadas
Caiem como doces cascatas
Criando lagos...Diferentes!
A magia é tão constante
Vê-se a ALEGRIA pairar.
Um toque...E é tudo outra vez!
O beijo eterno
Doce, apetitoso, guloso,
Meigo, apaixonado, terno...
Sobe alto no ar,
Embora profundo como o mar!
Da música das fadas
Solta-se a adrenalina
E nascem asas-cócegas
Para fazer rir!
No meu sonho encantado
Calço as pétalas das rosas
E caminho por nuvens coloridas
Que flutuam rasteirinho.
Há um trilho cor-de-laranja
Que chama, chama por mim
O que é belo...
Surge um novo caminho
Vai dar ao mel cinzento
Ou será amarelo?
Talvez verde...
Sinto aquilo que nunca senti...
Comi a cereja... que doce
Subi, subi, subi, subi!!!
E não encontrei nada...
Desci um pouquinho
E o trilho cor-de-laranja chamava por mim!
Caiu um côco...uma banana...
...uma manga
...abacaxi!
Lá estava eu...
As cores
As borboletas e as libélulas.
A magia...
Vinham atrás de mim.
Sorri alegremente
A porta abriu-se e eu saí
Saí e caí...
Na minha almofada
Azul, do ursinho amarelo
Era a fantasia
Chhh... adormeci...
Bailarina
Manhã negra. Memórias por apagar deslizam por mim como os lençóis de seda que me cobrem o corpo nu e dorido. Pés fatigados. E não me livro da tua lembrança, não. Por muito que eu queira. Aqui estás tu. Notas-me aí sentado. No entanto, não há ninguém ao meu lado que me leve esta ressaca. A ressaca que tenho de ti.
Não tenho respostas. Nunca mas deste. No fundo eu sei, mas tu não mas deste! Eu precisava que o fizesses. Sim, para te poder odiar! Para te poder enterrar para sempre e nunca mais te deplorar. Agora tudo o que resta são os momentos que já não tenho. Momentos fugidos por janelas escancaradas. Amarrotados. Como fazem os adolescentes com os seus poemas em brutos actos de fúria. Foste covarde. Ouviste?! Foste um covarde! Não tiveste ousadia para mo dizer quando te enfrentei, não foi?! Deixaste andar, deixaste pairar no ar uma solução falsa. E para quê?! Para satisfação dos teus caprichos... sim, encarar-me era difícil. Então fugiste. És um covarde!! Um merdas, já te disse?!
Este fogo está fora de controlo. Vou deixar a cidade arder. Perdi-me neste caos de sentimentos vermelhos e ardentes... perdi-me e a culpa é tua! Não... a culpa é minha...! que ainda estou presa. Que à noite gasto horas a pensar em ti! Que cada vez que te vejo... cai mais um bocado da minha alma e as estrelas do meu céu caem com ela. Dizem adeus. Suicidam-se. Morrem. A culpa é tua.
São dias e noites, breves movimentos, palavras, músicas... pequenos tudo feitos de nada. E tu ressuscitas desse canto preto onde te coloquei. Vezes e vezes sem conta. Lágrimas libertas no escuro. Fadas de luto. E esse teu ser maquiavélico renasce sem que eu queira! Odeio não te conseguir desamar! Desamar! Amei-te?!
São dias e noites, breves movimentos, palavras, músicas... pequenos tudo feitos de nada. E tu ressuscitas desse canto preto onde te coloquei. Vezes e vezes sem conta. Lágrimas libertas no escuro. Fadas de luto. E esse teu ser maquiavélico renasce sem que eu queira! Odeio não te conseguir desamar! Desamar! Amei-te?!
Devia ter acabado naquele dia. Devia ter sido aquele o fim desta minha condição deplorante. Podia ter sido só um fragmento do fim... talvez tenha sido. Eu não me queixava... Não foi. Foi então que tu entraste. Eu vi-te. Tu viste-me. Retraí-me. Não podia soltar o meu corpo se tivesses ali. Não! Não seria capaz! Era aquele o pedaço do meu mundo onde tu nunca entravas. Ali eu era sem ti. Mas tu estavas ali! Apoderaste-te do meu refúgio e eu senti-me tão vulnerável. Mas não podia parar por ti. Contigo ali eu tinha que ser forte... aparentemente. Prestei atenção à música, deixei que entrasse dentro de mim e me arrebatasse até quase me esquecer da tua presença. Quase...
O meu corpo começou a dominar o ritmo e eu comecei a mover o meu corpo sem te dar importância. Dominei por completo o som que me entrava arrebatadamente pelos ouvidos. O som que me salvava de ti. Dancei. Dancei como se fosse a última vez. Dancei para mim e só para mim. E o espaço e o tempo não existiam! Naquele momento eu já não estava perdida. Mostrava-te apenas que conseguia ser sem ti. Pelo menos ali... Tu olhavas-me. Não sei se dançava bem ou mal. Não me importava deste que estivesse livre. Numa longa pirueta tu olhavas-me. E eu sabia, mas era um desafio para mim não ter limites à tua frente. Bem à tua frente. Será que pensavas em mim e no que tinhas deixado para trás? Não, eu sei que não.
Foi aí, nesse excelente rodopiar, em que tu me olhavas com os olhos que um dia me olharam docemente. Nesses olhos onde me vi reflectida, segura. Nos teus olhos que me consumiram. Foi aí que eu quis parar e não consegui! Não parava de rodopiar sobre os meus pés fatigados. Já não era só eu. Ter-te-ia comigo até quando?! Sentado continuavas a olhar-me e eu a ti. Já não dançava só para mim, não... Estava presa a ti! Como estou agora nestes lençóis de seda banhados em retratos vazios, poemas amarrotados, fadas... fadas de vermelho. Presa! A ti! Naquela pirueta.
... Nesta minha pirueta imortal.
Cut my wings
Someone cut out my wings...
I’m not complete, anymore.
And put the images back,
And play the sound again.
You cut out my wings...
And left me bleeding alone.
Give me back what you take,
And don’t lead my life away.
I’m not complete, anymore.
And put the images back,
And play the sound again.
You cut out my wings...
And left me bleeding alone.
Give me back what you take,
And don’t lead my life away.
Closer
(Oh silence, dear silence…)
You better sleep with one eye open
And leave the pride aside
What we were won’t come back
We’ll never be closer again
I miss those joy days we had
When I trusted you
No, I don’t want to go back in time
But, now it feels like a lie…
I tried hard and struggle,
What about you? Did you?
Everything I said…
I really meant it!!!
But you kept quiet in silence
0h, how it hurts to know…
This will only get worse
Can you feel this hollow between us?
There’s a shadow above the memories...
There’s a shadow above you.
You better sleep with one eye open
And leave the pride aside
What we were won’t come back
We’ll never be closer again
I miss those joy days we had
When I trusted you
No, I don’t want to go back in time
But, now it feels like a lie…
I tried hard and struggle,
What about you? Did you?
Everything I said…
I really meant it!!!
But you kept quiet in silence
0h, how it hurts to know…
This will only get worse
Can you feel this hollow between us?
There’s a shadow above the memories...
There’s a shadow above you.
QVO VADIS?
Onde vais? Criança...
Caminhas entre florestas negras
NEGRAS?!
Entre trilhos de lírios brancos.
Brancos cuja pureza é somente comparada
à que trazes no olhar.
No olhar.
Nos teus olhos brilhantes de candelabros antigos.
Da tua boca ecoa uma melodia mais invasora
do que a das Sereias...
E tu... caminhas sem direcção.
Caminhas-criança-sem-rumo.
Eu quero ser como tu.
Caminhas entre florestas negras
NEGRAS?!
Entre trilhos de lírios brancos.
Brancos cuja pureza é somente comparada
à que trazes no olhar.
No olhar.
Nos teus olhos brilhantes de candelabros antigos.
Da tua boca ecoa uma melodia mais invasora
do que a das Sereias...
E tu... caminhas sem direcção.
Caminhas-criança-sem-rumo.
Eu quero ser como tu.
sesta.
Sesta mal dormida
Corpos tortos
Misturados
ossos partidos
esmagados
saem perfuram
a carne é fraca
sombras sombras sombras
SOMBRAS
entra pouca luz
pelos estores encravados
e apenas manchas como pequenas
gotas de sangue SANGUE
i l u m i n a m a pele rasgada
que ainda cobre esta alma que quer
F U G I R
Corpos tortos
Misturados
ossos partidos
esmagados
saem perfuram
a carne é fraca
sombras sombras sombras
SOMBRAS
entra pouca luz
pelos estores encravados
e apenas manchas como pequenas
gotas de sangue SANGUE
i l u m i n a m a pele rasgada
que ainda cobre esta alma que quer
F U G I R
Onde não estou
O horizonte tem diversas cores quando o Sol se põe… e por vezes não se sabe vê-lo. Por vezes não se sabe ver o horizonte e as sua cores quando o Sol se põe…
A mente fecha-se num rodopiar, naquele pensamento que se quer esquecer. O rodopio que nos fecha a mente é aquele que parece aquecer-nos quando tudo à nossa volta não nos satisfaz.
O longínquo presente afasta-se cada vez para mais longe e quatro paredes suprimem-se com a nossa caixinha lá dentro. A caixinha é o coração… li num livro que é a caixa preta de um avião… tudo guarda.
Dia infinito, interminável de rostos desiludidos, costas voltadas, mãos desunidas… Sons amargos. Luzes citadinas distantes. Algumas apagam-se, outras insistem em não parar e o céu, agora escuro, deixa reluzir pequenos pontos cintilantes e amarelados, a Lua em quarto crescente, lá no alto, brilha prateada em todo o seu requinte, com rigor, seriedade… e ao mesmo tempo doce como um bebé inocente de olhos negros e sossegados, olhar atento, sorridente.
Dias, quantos? Quantos dias são precisos para esquecer? Quantas Luas, quantos Sóis e até arco-íris são precisos para esquecer? Mesmo longe, persegue-nos, vem atrás de nós. Quantos dias e quantas noites? Quantas Luas e Sóis? E até arco-íris?
O longínquo presente afasta-se cada vez para mais longe e quatro paredes suprimem-se com a nossa caixinha lá dentro. A caixinha é o coração… li num livro que é a caixa preta de um avião… tudo guarda.
Dia infinito, interminável de rostos desiludidos, costas voltadas, mãos desunidas… Sons amargos. Luzes citadinas distantes. Algumas apagam-se, outras insistem em não parar e o céu, agora escuro, deixa reluzir pequenos pontos cintilantes e amarelados, a Lua em quarto crescente, lá no alto, brilha prateada em todo o seu requinte, com rigor, seriedade… e ao mesmo tempo doce como um bebé inocente de olhos negros e sossegados, olhar atento, sorridente.
Dias, quantos? Quantos dias são precisos para esquecer? Quantas Luas, quantos Sóis e até arco-íris são precisos para esquecer? Mesmo longe, persegue-nos, vem atrás de nós. Quantos dias e quantas noites? Quantas Luas e Sóis? E até arco-íris?
